Dia Internacional da Mulher
Companheiras,
Em nome da CTB, saudamos as companheiras que integram as diretorias das entidades filiadas, destacando que este é o primeiro Dia Internacional da Mulher comemorado após a fundação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Um dos destaques programáticos da CTB é precisamente a importância da mulher trabalhadora no cenário sindical, sua organização e participação para impulsionar as suas reivindicações e fortalecer as lutas gerais do movimento.
Neste importante momento da vida nacional e de estruturação da nossa Central, o 8 de Março é uma oportunidade para marcar nosso posicionamento frente às principais questões que envolvem a luta da mulher trabalhadora na atualidade.
Destacamos às companheiras que discutam com a diretoria de sua entidade a realização de atividades alusivas à data, voltadas à categoria e ou através de participação conjunta com as organizações de mulheres, Fóruns, Conselhos dos direitos das mulheres e outros, priorizando sempre ações unitárias e de caráter amplo. As entidades filiadas devem divulgar o nome da CTB nos seus materiais. Destacamos, a seguir, os principais eixos da luta da mulher no contexto político e social brasileiro da atualidade:
REDUÇÃO DA JORNADA PARA 40 HORAS SEMANAIS, SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO
A redução da jornada de trabalho, no atual momento da vida política e econômica do país, tem importante significado: além de gerar de imediato milhares de novos postos de trabalho, ao mesmo tempo, será fator de impulso ao crescimento do país, à medida que mais trabalho gerará mais renda e maior acesso ao consumo. Os trabalhadores, por sua vez, poderão participar desse crescimento, com a melhora da qualidade de vida, pois a redução da jornada assegurará tempo maior ao lazer, ao cuidado com a saúde, ao acesso à cultura e ao convívio familiar e social.Às mulheres, a redução da jornada atinge de forma ainda mais eficaz, à medida em que alivia a sobrecarga que lhes é imposta pela dupla jornada de trabalho. A Secretaria da Mulher da CTB está elaborando um cartaz nacional para o 8 de março, com a campanha 1 MILHÃO DE ASSINATURAS PELAS 40 HORAS SEMANAIS. Todo nosso empenho deve ser dado à Campanha, aproveitando o enfoque para combater a carga histórica da dupla jornada imposta às mulheres.
CONTRA O FATOR PREVIDENCIÁRIO NO CÁLCULO DA APOSENTADORIA:
Esta questão também deve ser abordada pelas trabalhadoras, tendo em vista que a expectativa de vida da mulher, considerada para o cálculo de benefício, têm reduzido em até 40% o valor do benefício da mulher trabalhadora que se aposenta por tempo de serviço.
MANUTENÇÃO E AMPLIAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS QUE CONTRIBUAM PARA ROMPER COM AS DESIGULDADES ENTRE HOMENS E MULHERES:
As questões de gênero não podem ser esquecidas, portanto é importante manter a mobilização em defesa de campanhas e incentivos institucionais que contribuam para romper com as desigualdades entre homens e mulheres, no trabalho, na educação, nas instâncias de poder e na vida doméstica.
Especial atenção à questão do combate à violência contra a mulher e à campanhas que valorizem a imagem social feminina, combatendo preconceitos e estereótipos machistas.
Esperamos que todas as entidades filiadas dêem o merecido destaque à luta histórica das trabalhadoras que deu origem ao 8 de Março, bem como criem as condições materiais e políticas para que as companheiras de diretorias, departamentos e ou secretarias da mulher possam desenvolver as atividades aprovadas e possam participar com entusiasmo na consolidação da CTB, em sua metade feminina e em sua totalidade igualitária, democrática, plural e classista!
Um forte abraço a todas,
Abgail Pereira - Secretária da Mulher da CTB
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